Minha Família

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É um tema bem polêmico, pois muitas coisas que aprendemos sobre a família são passadas de geração a geração com poucas (ou nenhuma) alterações.
 
As famílias se fecham criando uma sociedade fechada e unida pelo sangue. Só que esta união é algo que nem sempre é bem vista pelo bom senso, pois desta união temos coisas não muito boas…
 
Quem faz parte de minha família? Meu pai, minha mãe e meus irmãos. Isto enquanto eu estiver solteiro porque depois de casado a minha família é composta de: Eu, minha esposa e meus filhos. O resto são familiares.
 
A minha família direta (aquela que eu devo lutar pela união e pelo bem estar) é composta pelos membros mais próximos. 
 
Quando estes valores estão conturbados eu considero como família direta a todos e aí minha atenção fica dividida. Deixo de privilegiar a quem realmente precisa de mim (que é a minha família direta) para dar atenção aos meus familiares. E este é apenas o começo dos problemas…
 
Uma família com falta de valores para a família direta passa a desprezar os membros que não são consanguíneos (genros, noras, enteados, etc). E dentro do clã estes não são admitidos (apenas tolerados).
 
É comum observar a dificuldade de relacionamento dos membros da família que não consideram esposa e filhos como família direta. Normalmente acabam em separação, pois a convivência torna-se insustentável.
 
O que falo aqui não é contra a união da família como um todo, mas um pensamento sobre quem realmente devemos colocar como principais herdeiros de nossa atenção primária.
 
A partir do momento em que constituimos a nossa família começa um novo ciclo e devemos desapegar do ciclo anterior. Não fazer isto é o mesmo que não cortar o cordão umbilical e viver sempre sob a tutela dos pais.
 
Não existe curso para ser chefe de família ou para ser pai (ou mãe). Nossos pais encararam o desafio e venceram (de uma forma ou de outra estamos aqui vivos). Cometeram erros (como todo mundo). Na nossa vez temos de nos permitir errar também e, no fim das contas, vencer o grande desafio de nossa vida. Mas se deixarmos de lado o cuidado com a nossa família direta como iremos dizer que vencemos se sempre tivemos o amparo de outras pessoas?
 
É para pensar mesmo: Será que vale a pena viver sempre na dependência de quem quer que seja?
 
Na posição de pais: Até quando vou conseguir proteger meu filho? Por que ele não pode errar?
 

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