Beneficência

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Ontem estava falando sobre a beneficência. Comparando com a obrigação.
 
A obrigação é fazer aquilo ao qual somos pagos. É a parte profissional. A beneficência vai além disto, pois é o ato de nos colocarnos no lugar da outra pessoa e fazer o que gostaríamos que nos fosse feito.
 
Um enfermeiro, por exemplo, é pago para cuidar do paciente seguindo os protocolos determinados pela enfermagem e pela orientação médica. Fazer isto é a obrigação pois este é seu trabalho, para isto está sendo pago. Adicionar a esta obrigação um sorriso, gentileza, conforto, boa vontade é ir além da obrigação. Aí está a beneficência. Falei da enfermagem, mas isto se aplica a todas as áreas profissionais. Sempre é possível nos colocar na pele do outro e dar o nosso melhor.
 
Eu chamo isto aproveitar oportunidades para sermos melhores. Podem haver outros nomes para definir esta atitude, mas qualquer que seja sempre irá esbarrar na beneficência que é, ao meu ver, um braço (ou uma demonstração) de amor ao próximo.
 
Devemos ter em mente que oportunidades para fazermos o que temos de melhor não se repetem (pelo menos na mesma configuração). As vezes estamos no lugar certo e na hora certa. Se perdermos a oportunidade não saberemos quando outra aparecerá.
 
Ao mesmo tempo temos o direito de refutar as oportunidades que nos são apresentadas (sob os mais diversos pretextos e desculpas). Só devemos ficar atentos que quando a oportunidade de sermos felizes depende de atitudes de outras pessoas a coisa complica um pouquinho mais pois se nossas atitudes não estiverem estreitamente ligadas a tudo podemos nos perder. Estas oportunidades dificilmente voltam sem alguma dor ou sofrimento. O que acontece é uma troca por causa de prioridades que nós mesmos estipulamos. Aí damos mais atenção a uma coisa do que a outra e neste interim a vida passa sem que percebamos.
 
Temos na mente uma frase antiga que virou moda dizer: "Eu tenho direitos" ou "Eu exijo meus direitos". A pessoa fala esta frase, fecha os olhos e atropela o mundo achando que está certo.
 
Sim, nós temos direitos. Mas devemos lembrar que os outros também tem. E se nossas atitudes forem baseadas neste nosso "direito" os outros poderão fazer o mesmo. E o que antes era simples torna-se complicado.
 
Considero que a chave para as atitudes corretas é a paciência. Mas é bom lembrar que o mundo não está a nossa disposição, que a vida vai andar independente de nossa vontade, que as pessoas irão tomar atitudes melhores para si próprias (muitas vezes baseadas em nossas atitudes). A vida é assim. Tudo interligado e tudo solto ao mesmo tempo. Nos baseamos nos outros para viver ao mesmo tempo em que nossa vida é independente.
 
Não vamos nos prender a ninguém mas ao mesmo tempo podemos ser felizes com alguém. Se este alguém não aparece (ou não está disponível) outro alguém aparece. Existem perdas? Não sei responder. Tudo depende de quem vive e de como encara tudo.
 
E onde entra a beneficência em tudo isto? Nas nossas reações a cada acontecimento. Existem reações normais e reações positivas. Vamos sempre usar o nosso bom senso e agir mediante os fatos que se apresentam no momento de decidir. Vamos optar por nossa felicidade independente da decisão de outras pessoas mas sempre nos colocando no lugar delas e nunca exigindo delas atitudes que não temos capacidade de tomar. Isto é se colocar na pele do outro…
 

Uma Resposta to “Beneficência”

  1. Sâmia Says:

    Captei a vossa mensagem, oh sábio guru! rsrsrsrsrs

    Abraços amigo!!!