Valor da Vida

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A quantas anda a sua valorização da vida?
 
Já se perguntou isto alguma vez? Se não, é bom perguntar-se e responder sem esquivas (porque esquivar-se de si mesmo é algo doentio!).
 
Como você vê o tempo passando? O tempo arrasta ou voa? Pergunta bem difícil esta! É difícil porque vivemos as duas coisas simultaneamente (muitas vezes) no mesmo dia.
 
Viver a vida (isto foi até tema de novela da Globo). A vida foi feita para ser vivida, então vamos vivê-la na forma mais intensa e responsável possível.
 
É uma fala muito bonita com grandes chances de virar jargão (se é que já não virou). Mas como fazer isto?
 
Logo no começo eu disse que esquivar-se de si mesmo é doentio, apesar do tom de brincadeira reflete um comportamento que temos. O problema é incômodo e eu posso viver mais um pouco com ele sem precisar me movimentar? Ok. Eu pago o preço! Só nos movimentaremos quando estivermos no limite. Isto é viver responsavelmente? Com toda certeza que não!
 
É interessante que não estou falando nenhuma novidade aqui. Todo mundo conhece isto. Parece tão óbvio que chega beirar as raias da idiotia! rsrs… Mas é aquele óbvio que ninguém dá a menor atenção. Prestem atenção no quanto a vida passa sem que tenhamos noção.
 
Parece muito bobo, mas procurem observar os momentos em que ficamos apáticos e quando damos conta passou um tempão sem que tenhamos feito nada de útil.
 
Passar o dia inteiro lendo um livro é muito bom. Passar o dia inteiro vendo filmes não é tão bom assim. O que eu quero dizer é que a vida é um palco de oportunidades para aprendizado e ignorar isto não é muito legal. Olhe a sua volta e veja a quantidade de informações disponíveis (e desconhecidas) que temos a nossa disposição. Mas é coisa que normalmente passa despercebido aos olhos apressados de todo mundo.
 
Tem um exercício que é proposto num livro do Paulo Coelho (acho que no livro "O Alquimista", salvo engano) que consiste em percorrer (andando) o menor espaço no maior tempo possível. É gastar o maior tempo possível para percorrer o menor espaço. Isto nos obriga a observar o nosso redor várias vezes e a treinar nossa paciência. A regra é sempre clara: Não está com pressa? Então pra que andar rápido? Aproveite a vida, aproveite o tempo.
 
Tenho uma experiência pessoal para contar: Foi quando fui atender um cliente (de ônibus) fora de Belo Horizonte (onde moro) e de lá tive de ir para outra cidade. O procedimento padrão era retornar a Belo Horizonte e daqui ir para a outra cidade. Mas como sou muito esperto, olhei no mapa e vi que as duas cidades eram próximas. Então tomei a decisão de ir direto. Tomei um ônibus para uma cidade que fica no meio do caminho pois não havia ônibus direto. Chegando nesta cidade tive a surpresa de que só haveria ônibus (um único horário) no dia seguinte as 5 da manhã. Até aí nenhum problema. Dormi na cidade. Saí do hotel as 4 da manhã (mineiro não perde o trem e nem o ônibus). Ao entrar no ônibus perguntei ao motorista o horário previsto para chegada. Meu queixo caiu quando ele me disse que o horário previsto era as 17 horas. COMO ASSIM????? Bem, eu não tinha nada a fazer senão conformar. Fui para a última poltrona do ônibus, peguei um bom livro que tinha começado a ler e nem vi o tempo passando. Foi uma viagem divertida. Foi interessante ver cada cidade que ele parou para embarcar e desembarcar passageiros. Cidades minúsculas e que talvez nem figurem nos mapas. Cheguei no meu destino as 18 horas.
 
Foi um tempo que eu soube aproveitar. Ao invés de ficar lamentando eu li um livro (li todo o livro nesta viagem).
 
Como estamos vivendo nossos dias? O que temos feito de útil? O que temos aprendido? E, principalmente, o que temos deixado de aprender?
 
Observem! A vida corre maravilhosa fora do nosso mundo! Quando foi a última vez que viu o por do sol?
 

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