Riqueza Camuflada

junho 5th, 2014

Carvão x Diamante

 

Depois de um tempo sentindo, percebendo e vivendo passamos a colecionar experiências. Estas experiências não são transferíveis, por mais que quiséssemos que fossem.

Escolhemos como viver e estas escolhas geram responsabilidades. O assumir destas responsabilidades é que nos garante a nossa vivência e nos enche de material para que saibamos passar pelos mesmos problemas sem sofrer (ou com um mínimo de sofrimento).

Boas ou más escolhas, sempre seremos agraciados pelas experiências que elas geram. E é justamente aí que os conceitos de boa ou má caem por terra, já que não importa qual opção assumida. Qualquer coisa que firzermos irá, impreterivelmente, gerar conhecimento futuro. Claro que queremos acertar sempre, mas esquecemos que aprendemos muito mais com os erros do que com os acertos.

O ontem já passou e o amanhã nem chegou ainda. Isto constitui a premissa para qualquer realização isenta de preocupações que tanto nos atrapalham nossa jornada. Obviamente o passado nos coloca no caminho (é nele que estão nossa biblioteca de consulta), e o futuro é o nosso norte (sem olhar para o futuro, somos considerados inconsequentes). Mas tanto o passado quanto o futuro não podem determinar nossas atitudes positivas no presente. Não somos tão eficazes assim para prever problemas futuros (é comum imaginarmos que teremos um caminhão de problemas e, simplesmente, nada acontecer), então é bom relaxarmos com a vida e deixar para resolver apenas (e tão somente) os problemas que apareceram. Nem mais, nem menos.

Raramente consideramos as pessoas que estão a nossa volta na hora que os nossos problemas batem na nossa porta. Ficamos tão acostumados a olhar para o próprio umbigo que esquecemos dos outros, esquecemos que tem um mundo a nossa volta. Esquecemos, inclusive, que existem pessoas preocupadas conosco e que podem (perfeitamente) nos ajudar a vencer uma crise momentânea. Mas nos fechamos, criamos barreiras, criamos verdadeiras armaduras para nos proteger de um perigo que (sinceramente) não existe, nunca existiu e nem nunca existirá.

Amanhã tudo passa, tudo se resolve e, muitas vezes, com um mínimo de atitude de nossa parte. Quando passa um tempo maior, olhamos para tras e até ficamos surpresos como um problema tão pequeno foi capaz de nos derrubar. Não há como não pensar isto e até isto é explicável, pois qualquer um que não esteja vivendo o calor do problema e que não seja afetado pelo mesmo é capaz de enxergar coisas óbvias. Com o tempo tudo se resolve. Se não agirmos no presente a solução pode não ser a mais confortável. Se agirmos podemos ter uma solução em menos tempo e de forma (relativamente) controlada.

 

Este texto foi uma homenagem a uma pessoa especial, que, com pouco tempo conseguiu mostrar que tem uma enorme e rara riqueza que a tornam única. Acho que só falta ela acreditar nisto tanto quanto eu…

Receita da Felicidade

junho 4th, 2014

Felicidade

Há muito tempo as pessoas procuram uma fórmula mágica para serem felizes. Procuram por uma varinha de condão que, com um simples gesto, a felicidade invade o corpo do seu alvo de uma forma rápida e duradoura (eterna).

A má notícia é que isto não existe! A boa notícia é que mesmo assim é possível sermos felizes.

Felicidade é sempre fruto de conquista, então, não é bom esperarmos que nos seja dada de mão beijada na hora que quisermos. Até existem situações que nos deixam, rapidamente, felizes sem fazer nenhum esforço. O problema é que tudo que vem fácil, vai fácil. Atributos não conquistados não criam raízes, com isto na primeira dificuldade ela é arrancada e jogada pra longe. Quando a mesma é conquista com esforços, o esforço é o alicerce necessário para que a felicidade permaneça.

É interessante quando lidamos com o tema felicidade. O que nos torna felizes hoje pode ser a causa da infelicidade amanhã. Nossa visão é deturpada pela nossa inferioridade de sentimentos e intelectualidade. Hoje enxergamos algo como sinônimo de felicidade, quando conseguimos esta condição, podemos ver que a realidade não condiz com nossas esperanças que alimentávamos anteriormente. Resultado disto: Adeus felicidade! Neste momento, como num piscar de olhos, traçamos outra rota que irá (aparentemente) nos deixar felizes, e então rumamos para este caminho.

O que fazer para sermos felizes? Primeiramente entender o que é felicidade. Sem entender não tem como sermos felizes.

Felicidade é um estado de espírito. Podemos ver isto facilmente porque o que me faz feliz pode não fazer outras pessoas igualmente felizes. Então não é algo concreto, que podemos acondicionar num lugar. É um estado de espírito. Sendo um estado de espírito e levando em consideração que estamos em constante mutação, o que chamamos de felicidade também estará em constante mutação, visto que nossos ideais e objetivos de vida se modificam a cada dia que passa.

Entendido o que é felicidade? Agora é partir para traçar metas. Metas para que sejamos felizes no fim das contas.

Se acham que vou enumerar aqui itens, ou um passo a passo, para sermos felizes, estão “ligeiramente” enganados. A única coisa que podemos fazer (genericamente falando) que sempre garantirá nossa felicidade futura é manter a consciência tranquila com relação a tudo e a todos. De resto, não tem como dizer, não tem como traçar um roteiro certo para que todos que lerem sejam felizes (ah se fosse tão fácil assim…).

É sempre bom ter em mente o seguinte: Minha felicidade de hoje certamente pode ser que não seja a minha felicidade de amanhã, tenho de estar disposto a mudar meus parâmetros e meus objetivos.

Rapunzel

novembro 16th, 2012

 

Estes dias eu me lembrei de mais uma estorinha infantil… Rapunzel…

Vamos relembrá-la?

 

Um casal vivia no meio do mato (eu diria no meio do nada) e o homem trabalhava como lenhador. Tinham como vizinha uma bruxa egoísta (na minha opinião, por se tratar de uma bruxa, egoísmo é o menor dos defeitos). No quintal da bruxa havia um pomar bonito e uma horta maravilhosa. A bruxa, que de boba não tem nada, construiu um muro bem alto cercando a sua propriedade para que ninguém visse o que havia dentro.

A estória diz que a esposa do lenhador estava grávida do primeiro filho e que de uma de suas janelas podia ver todo o quintal da casa da bruxa. Ficava horas olhando os rabanetes cheia de vontade.

Um dia a mulher ficou doente. Não conseguia comer nada e só pensava nos rabanetes. Aí o marido teve a brilhante idéia de pular o muro e pegar os rabanetes no quintal da bruxa. A sua esposa passou a alimentar somente destes rabanetes e, com isto, ele teve de voltar ao quintal da bruxa várias vezes para pegar os rabanetes.

Num belo dia a bruxa, juntamente com seus corvos, o surpreendeu dando um flagrante no seu ato. Apesar do homem tentar explicar-se a bruxa exigiu, como pagamento pelos roubos, a criança que estava por nascer. O homem ficou tão apavorado que não conseguiu negar o pedido da bruxa.

Pouco tempo depois nasce a criança. E pouco tempo depois do nascimento a bruxa aparece para buscar a menina. Os pais choraram e imploraram para não levar a criança, mas não teve jeito. Ela levou assim mesmo e deu o nome dela de Rapunzel.

Com o passar dos anos Rapunzel foi ficando cada vez mais bonita. Aí a bruxa prendeu ela numa torre no meio da floresta. Esta torre não tinha portas para entrar, só uma janela no alto. Para entrar Rapunzel tinha de jogar para fora da janela o seu cabelo em forma de tranças que a bruxa usava para escalar e chegar até o alto.

Um príncipe que passava por ali viu a cena da bruxa pedindo para Rapunzel jogar as tranças e escalando. Quando a bruxa foi embora ele gritou para Rapunzel jogar as tranças (da mesma forma como a bruxa fazia) e escalou indo encontrar a menina (que já estava bem crescida).

Os dois começaram a namorar, mas as escondidas da bruxa.

Num belo dia Rapunzel comenta para a bruxa que ela estava mais pesada que o príncipe. Foi aí que a bruxa descobriu tudo. Cortou as tranças de Rapunzel e seus corvos a levaram para o deserto. A bruxa ficou na torre esperando o príncipe. Quando ele chamou por Rapunzel a bruxa joga as tranças. Quando o príncipe estava chegando na janela a bruxa solta as tranças fazendo ele cair.

Na queda o príncipe cai em cima de umas roseiras e os espinhos furam seus olhos, tornando-o cego. Mesmo cego o príncipe foi procurar por sua amada, tateando e gritando seu nome. Andou por alguns dias até que atingiu o deserto e encontrou Rapunzel.

Quando ela o encontrou viu que estava cego. Começou a chorar e suas lágrimas caíram nos olhos do príncipe e ele voltou a enxergar. Aí os dois foram para o palácio, casaram e levaram os pais de Rapunzel para morar com eles.

A bruxa, com raiva, trancou-se na torre e nunca mais saiu de lá.

 

Esta foi a estorinha que eu tanto ouvi quando era criança. Gostava desta estorinha… Mas hoje é impossível não pensar no grande volume de inconsistências que existem.

Vamos lá.

A bruxa construiu um muro alto em volta da sua propriedade, mas da janela da casa do lenhador podia ver o pomar? Então o muro não cercava tudo, né?

A esposa do lenhador estava com desejo de comer rabanetes. Isto ficou bem claro. O que não ficou claro é que o cara tinha de roubar? Como assim? Eu tenho uma esposa grávida com desejo e isto é o suficiente para justificar um roubo? Ainda bem que ela queria rabanetes, imagine se ela quisesse caviar? Ele teria de roubar um banco pra comprar o caviar… Mas, ok, ele pulou o muro da propriedade da bruxa pra roubar os rabanetes. Mas aí vem a pergunta: Pra que ele pulou o muro (alto, como descrito na estória) se tinha uma janela que dava para o quintal da bruxa??? Não entendi pra que ele tinha de pular o muro.

Ok. Ele pulou o muro. Vamos ignorar este fato.

Vou ignorar o fato de que considero o desejo de gravidez como frescura… A bruxa pegou ele roubando os rabanetes. Detalhe: Estavam na cena a bruxa, o lenhador ladrão e os seus corvos… Se for corvo (o pássaro) é o mesmo que nada. Mas imagino que corvo seja o nome dado aos capangas dela. Aí sim é motivo de preocupação. Mas se for só ela dá pra encarar na porrada.

Agora sim começa uma parte que é bem comum em todas as estórias infantis: O homem (ou o marido) é um verdadeiro covarde, ou inerte. A bruxa cismou que queria como pagamento pelos rabanetes (vegetais, vamos lembrar) uma criança que nem havia nascido ainda. Querer ela pode querer o que quiser (eu quero muito uma Ferrari), mas ter é outra história. Se fossemos colocar as coisas em valores, uma criança (ou uma vida humana) vale muito mais do que alguns rabanetes. Dependendo da negociação a bruxa podia levar até a esposa…

Pouco depois deste episódio a criança nasce e os pais se desdobram em atenção e cuidados. E depois chega a bruxa exigindo a criança. O que me espanta é que o pai já sabia que isto iria acontecer. Por que não se preparou adequadamente? Uma arma qualquer já dava pra começar, ou fugir do lugar também resolveria. Mas não, o cara ignora o aviso dado anteriormente e segue a vida…

A bruxa aparece e leva a criança sem nenhuma briga, nenhuma luta… Que pais são estes??? A bruxa (uma mulher) quer levar uma criança e os pais fazem, no máximo, chorar? Se foi assim realmente foi melhor a bruxa levar mesmo.

A parte interessante é que a criança cresceu na casa da bruxa, que era vizinha do casal!!! Como era a vida daquele casal? Continuaram vivendo normalmente vendo a filha andando e correndo pela rua mas morando na casa da vizinha??? No mínimo estranho, não é?

A bruxa resolve colocar a menina numa torre no meio do mato. A torre não tinha porta, só uma janela bem lá no alto. Era a única forma de entrar. A menina já devia ser uma moça e nunca havia cortado o cabelo na vida (fico imaginando aquela cabeleira, sujeira, fungos, insetos, enfim, vida naquele emaranhado todo) então colocou a garota no alto da torre e para entrar ela jogava o cabelo (que estava na forma de trança), com isto a bruxa escalava a torre até chegar na janela.

Isto é, sem sombra nenhuma de dúvida, a maior incoerência desta estória! Alguém aí já experimentou fazer isto? Se não experimentaram, acho que vale a pena experimentar. Coloque uma corda no alto de uma árvore e tente escalar. Agora vamos lembrar que a bruxa não era nenhuma atleta em plena forma. E o outro lado? Como é que a garota aguentava sustentar o peso de uma pessoa no cabelo? Não sei se me entendem, mas imaginem alguém puxando o seu cabelo com a força do próprio peso. Nem gosto de imaginar. O fato é que isto torna a coisa toda impossível.

Pode ser que alguém diga que a bruxa era ajudada a subir (os corvos?), mas a estória desmente isto quando a Rapunzel diz que o príncipe pesava menos que a bruxa.

Já que começamos a falar do príncipe. Eu acho que ele podia ter dinheiro e beleza, mas no dia que Deus distribuiu inteligência ele não compareceu. Eu admitio ele usar as tranças da pobre garota apenas na primeira vez. As outras vezes bastava trazer do reino de onde ele era príncipe uma ESCADA!!! Dava até pra tirar a garota dali na segunda visita e deixa a bruxa caçar encrenca com ele pra ver no que vai dar.

Mas nããããooo… Ele preferiu forçar o couro cabeludo da garota toda vez.

Quando a bruxa descobre, corta as tranças dela e faz uma armadilha para o príncipe. Os corvos (sempre estes malditos corvos) levam a Rapunzel para o deserto e a deixa ali sozinha vagando. Enquanto isto a bruxa espera o príncipe para dar uma lição no pobre coitado. Ela joga as tranças, ele faz a escalagem e quando chega no alto a bruxa solta as tranças. Ele esborracha e, como dano, tem APENAS os olhos perfurados pela roseira… É um cara de muita sorte, não??? Não quebrou nenhum osso? Nenhum machucado. Não bateu a cabeça? Realmente muita sorte… Nasceu de novo, o rapaz.

Aí o sujeito sai perambulando cego (apenas cego) no meio da floresta até atingir o deserto. E isto durou vários dias. A Rapunzel, numa condição destas, com toda certeza estaria morta (sem água, num calor escaldante pelo dia e frio a noite). Mas ele também estaria morto, pois sem enxergar ele deve ter tomado vários outros tombos além do risco de ser comido por algum animal silvestre (lobo, urso, leão, onça, sei lá). Mas ele conseguiu chegar ao deserto, ou seja, saiu da frigideira para cair no fogo. O curioso é que ele encontra a Rapunzel no deserto… Como assim???

Ele encontra a garota, ela vê que ele está cego, chora e as lágrimas dela banham os olhos dele (ele devia estar no colo dela, né?) e com isto ele volta a enxergar! Ah, dane-se a medicina e a biologia… Lágrima alheia é o melhor remédio para cegueira! rsrsrsrs.

No final, obviamente, eles se casam… Mas felicidade e casamento costumam não andar de mãos dadas… rsrsrs… O legal é que ele fez uma coisa coerente: Levou os pais dela para morar dentro do reino onde ele é príncipe. Fico pensando se eles merecem isto… Mas ele é caridoso, então tudo bem!

A bruxa ficou com raiva e trancou-se na torre… Eu acho que não foi bem assim. Quando ela soltou as tranças para o príncipe cair, foi embora a única possibilidade dela sair da torre. Na verdade ela ficou presa lá, mas como era muito orgulhosa não deu o braço a torcer… Morreu, né? Sem comida e sem água morre fácil.

Eu lembro que desde pequeno eu questiona o motivo do príncipe não usar uma escada pra subir… A pessoa que me contava sempre me dizia que não usou escada porque não tinha… Eu engolia a resposta para não estragar a estória, mas o cara era príncipe!!! Se ele não tinha comprava uma. Se não tinha ninguém vendendo ele mandava seus criados fazer uma e pronto!

Esta é mais uma das estórias que não engolimos nos dias de hoje! E as crianças de hoje não aceitam este tipo de estória porque realmente são super incoerentes.

Mas tudo gira em torno de uma fantasia que gostaríamos que acontecesse, este estar preso e ser salvo… Ou salvar uma linda donzela em perigo… Mas para por aí… Salvar, tudo bem. Namorar, tudo bem. Casar? Não, nem sempre é uma boa idéia! rsrsrs

outubro 23rd, 2012

 

Depois de um bom tempo, cá estou eu novamente escrevendo…

Eu me considero uma pessoa que sempre acredita no potencial humano. Vou sempre acreditar que temos capacidade para mudar o mundo que existe dentro de nós. Quando eu falo de mudança, não é uma mudança simples, mas aquela mudança drástica e radical.

Acredito piamente que somos capazes de promover mudanças imensas em nossa vida, desde que queiramos fazer isto.

E é justamente aí que entra o motivo deste meu texto de hoje: “Desde que queiramos”.

Nada acontece sem a nossa permissão. Absolutamente nada muda sem que permitamos. Muita gente fala que as circunstâncias (ou o meio) mudam as pessoas, mas eu discordo. A mola propulsora de mudanças sempre será a nossa vontade.

Confesso que me sinto de pés e mãos atadas quando alguém me diz que não é capaz de mudar. Ou pior, quando diz conhecer que não está no caminho correto mas que nada pode fazer para mudar e que vai continuar assim. Não existe nada mais desestimulante do que isto.

Eu acredito no potencial humano. Continuo acreditando, apesar de encontrar pessoas assim. E vou mais longe: Acredito que até estas pessoas consigam tais mudanças.

Mas por que mudar? Ficar do mesmo jeito, usarmos dos mesmos artifícios, dos mesmos ingredientes ou do mesmo “modus operandi” irá produzir resultados exatamente iguais. A proposta não é sermos melhores? Então esta não é maneira correta de crescer.

Sabem o motivo de minha tristeza quando deparo com uma situação destas? É porque eu sei que esta falta de movimento só será modificada com alguma coisa desagradável. Primeiro acontecem coisas pequenas, que nada convencem. Depois (com a falta de mudança) acontecem coisas um pouco maiores… E este círculo vai crescendo até que a proporção se torna muito grande. E quando chega nesta situação é impossível não mudar. É impossível continuar do jeito que estava pois fomos (literalmente) empurrados para uma mudança. Mas a pergunta é: O que precisa acontecer (de desagradável) para que nos sintamos estimulados a mudar?

Eu não gosto de ver pessoas sofrendo. Menos ainda quando estas pessoas são pessoas que eu gosto e respeito.

É meu instinto paterno subindo pelas paredes e querendo consertar o que não se deve ser consertado por alguém externo. Se eu pudesse evitaria todo e qualquer sofrimento, mas se eu fizesse isto iria privar as pessoas de obterem um valioso ensinamento da vida.

Então eu tenho de fazer o que faço de melhor: Recolho na minha insignificância, deixo que as pessoas adquiram suas experiências da forma como lhes convêm.

Confesso que fico apreensivo, meio sem lugar no mundo… Mas, fazer o que? O máximo que posso fazer é ficar atento e disponível.

Esforços

setembro 25th, 2012

 

A vida sem esforço se resume na figura do mendigo sentado na calçada esperando a caridade dos que passam. Enquanto outros, na mesma condição, estão catando material reciclável ou tentando conseguir algum trabalho, estes primeiros estão acomodados aguardando a ajuda cair do céu.

E quanto a nós? Evidentemente se está lendo este texto há uma chance imensa de você não estar sentado a beira de uma calçada como um mendigo (fico imaginando um mendigo com um notebook e 3G lendo um blog na internet enquanto recebe esmolas… rsrsrs), mas e quanto aos esforços? Todos nós precisamos nos esforçar em alguma coisa senão a vida perde o sabor.

Mesmo que tudo pareça estar encaminhado, tenho certeza que em algum ponto há a necessidade de esforçar em alguma coisa. Não vivemos num mundo perfeito e nossa vida não é um mar de rosas. Então sempre há o que melhorar em algum ponto.

Eu costumo dizer que se não mudamos a receita o resultado sempre será o mesmo. Para resultados diferentes é necessário mudarmos alguma coisa. E esta mudança é o esforço que precisamos.

Dinheiro desapareceu? Esforce-se. Trabalhe mais. Consiga outro emprego. Mude de emprego. Cresça no emprego em que está atualmente. FAÇA ALGUMA COISA! Ficar do jeito que está não vai mudar nada. Alguém sumiu? Olhe em volta. Chame pelo nome. Pergunte para as pessoas. Corra atrás. FAÇA ALGUMA COISA. Ficar do jeito que está não vai mudar nada. Notas baixas na escola? Estude mais. Arranje mais tempo. Durma com mais qualidade. Alimente-se melhor (com mais qualidade). Acorde mais cedo. FAÇA ALGUMA COISA. Ficar do jeito que está não vai mudar nada. Está doente? Procure um médico. Siga suas orientações. Tome remédios. Procure uma vida mais saudável. FAÇA ALGUMA COISA. Ficar do jeito que está não vai mudar nada!!!

Um dos principais inimigos de nossos esforços é o orgulho. Temos muita preocupação com o que os outros vão pensar a nosso respeito e as vezes nos achamos bons demais pra fazer determinados esforços, afinal de contas, pela filosofia orgulhosa, eu tenho de ser o melhor! Mais um motivo para nos esforçarmos.

Resumindo: Sem esforço não vamos conseguir nada. E eu acho ótimo que as coisas sejam assim. Tudo o que eu consigo é pelo meu esforço. Se eu não consigo, não tenho o direito de culpar ninguém além de mim mesmo. Tenho sempre de me esforçar e este esforço é contínuo.

Um detalhe importante sobre este esforço é que ele tem de ser insignificante. Parece insensato de minha parte dizer isto, mas não é! O esforço insignificante é aquele que eu consigo fazer sem sofrer, sem ter de mudar muita coisa na minha vida. Mas é aquele que eu tenho de prestar atenção para que seja constante. Com o tempo não vou mais precisar esforçar, pois fará parte de meus hábitos cotidianos. Aí é hora de procurar outro esforço insignificante pra fazer. É a mudança que vem pra ficar.

Sem preguiça, sem orgulho e com disposição de sermos verdadeiramente melhores do que já fomos… É o ideal!

Amizade

agosto 14th, 2012

 

Já mensurou o valor de um amigo?

Se ainda fez isto, faça agora (antes tarde do que nunca).

Tirando aqueles que são chamados de ermitões (que vivem isolados de tudo e de todos, tendo contato apenas com animais), nós somos sustentados por aquelas pessoas a quem chamamos de amigos.

Esqueça parentes, esqueça amores, esqueça filhos, esqueça todos. Observe apenas os amigos. Somos, literalmente falando, sustentados por eles.

O valor de um amigo? Eu considero como o valor de uma viga de sustentação de um grande edifício. Construímos nossa vida apoiados neles. Quando um falha como amigo, logo surge outro para ocupar seu lugar.

O meu objetivo aqui é ressaltar a importância de uma amizade para que nunca desprezemos um amigo ou alguém que tenha a menor possibilidade de ser um amigo.

Amizade é igual uma planta. Necessita ser adubado na fase inicial. Colocado em terreno fértil, ou seja, termos a mente predisposta a aceitar alguém como amigo, relevando defeitos (que todos temos) e ressaltando qualidades (que todos também temos). Esta é a fase inicial. Depois desta fase, que eu considero de empolgação pela nova pessoa que entrou na nossa vida, vem a fase do crescimento. A amizade cresce, a pessoa ganha nossa confiança. Então este passa a ser um insumo para fortalecer a amizade. E caso a pessoa faça bom uso da confiança que nela depositamos, a árvore da amizade fica forte e resistente.

Agora vem a fase da manutenção. Confiança ganha, bons sentimentos trocados, ajuda mútua em várias situações, etc. A vida entra na rotina (não tenho absolutamente nada contra a rotina, muito pelo contrário, sou adepto dela… é papo para outro texto… rsrs), então só temos de manter a amizade. Temos de regar sempre com a água da atenção, colocar adubo especial de carinho… Esta árvore, por mais frondosa que seja, é derrubada com um único golpe do machado da quebra de confiança. Quando isto acontece a amizade fica, para sempre, comprometida. Pode até ser (e em vários casos isto acontece) que a árvore volte a crescer, porém, a marca do machado está lá e não vai sair.

A amizade (sentimento) é sempre comparo com uma árvore. Já o amigo eu sempre comparo como um pilar de sustentação. Temos muitos. Alguns com um peso maior do que outros, mas cada um faz o seu papel na sustentação e equilíbrio de nossa vida. Abandonar um amigo é retirar um pilar destes. O amigo abandonado muito provavelmente substitui quem abandonou por outro e acaba ficando sem prejuízo. Já quem abandona raramente toma ciência disto até que seja tarde demais. E aí passa a contar com alguém que não existe.

A parte difícil e complicada é que quem tem a característica de abandonar, cedo ou tarde, acaba sozinho. E aí tem de refazer todo o caminho cultivando novas amizades (as antigas já se foram), reerguendo e se refazendo. Neste ponto é bom que a perda dos antigos amigos tenha servido de lição (preciosa lição) para que não aconteça novamente.

O valor de um amigo? Muito alto, na minha opinião. Alto a ponto de não haver dinheiro que pague ou situação que me faça desistir. Só desisto de quem desistiu, mas nunca impedi ninguém de voltar (mesmo que as coisas jamais andem como antes).

Valorizem quem vocês gostam. Vale a pena! Vale a pena cultivar uma boa amizade. Vale a pena ser amigo!

Novas Escolhas

agosto 14th, 2012

 

Nossa vida é feita de escolhas. Sempre nos deparamos com bifurcações, sempre temos de escolher um caminho e desprezar os outros. E quando escolhemos o caminho errado, decidimos voltar (mais uma escolha) e seguir por outro caminho.

As nossas escolhas produzem (sempre) reações. Estas reações são produzidas em tudo que nos circunda. Estas pessoas são sensibilizadas pelas modificações que escolhemos para a nossa vida.

Nós escolhemos tudo. A maioria das conseguências negativas das nossas escolhas acontecem sem o nosso prévio conhecimento (planejamento), mas acontecem.

O fato que eu quero ressaltar é que as pessoas e coisas ao nosso redor se modificam de acordo com nossas escolhas. Decimos algo e esta decisão modifica a vida que acontece ao nosso redor. Isto é inevitável.

Agora imaginem isto acontecem a todo momento com todos que conhecemos… Alguém tem uma palavra diferente de “caos” para definir isto? Mas o que me chama atenção de verdade são as decisões das quais insistimos em não pensar em suas consequências. Algumas pessoas cometem o absurdo de dizer: Se eu pensar não faço! Aí tomam a decisão que, mais tarde, transforma-se num problema e reclamam dizendo não ter sorte na vida…

Nossas escolhas são somente nossas. Nós decidimos tudo em nossa vida. Por mais que sejamos influenciados ou pressionados, a decisão continua sendo nossa.

Nós temos uma responsabilidade imensa em cada decisão que tomamos. Especialmente aquelas em que as vidas ao nosso redor são visivelmente modificadas. Seremos responsáveis pelo andar da vida destas pessoas, por mais que tenhamos nossas crenças de merecimentos individuais, nossa consciência sempre é implacável em nos mostrar os erros que cometemos.

É bom lembrar sempre desta responsabilidade, pois no início do texto eu disse que podemos voltar e decidir novamente. Mas não são todos os casos em que isto é possível. Na verdade as decisões que nos foram apresentadas na primeira vez jamais se repetirão. Uma vez que escolhemos qualquer coisa, já adquirimos conhecimento e experiência. Se voltamos atrás, nada é como antes. Então, as mudanças que imputamos são irreversíveis… Espero, sinceramente, que isto seja lembrado antes de qualquer decisão…

Pensar antes de agir! Eis a fórmula mágica para minimizar os efeitos negativos. Bom senso é a chave.

Escolheu errado? Assuma! Corrija! Volte atrás! Tente novamente até acertar!

O apoio para não cair mediante uma decisão errada se chama “amigos”.

Decepção

julho 25th, 2012
 
 
 
 
Muitas vezes acusamos os outros de nos decepcionar. Falamos isto como se o outro houvesse cometido um erro ao nos causar a decepção. Mas será que a responsabilidade da decepção é realmente do outro?

Entrei nesta reflexão um bom tempo atrás quando me senti muito decepcionado com alguém. Óbvio que ia pensar sobre o assunto e chegar a alguma conclusão.

No fim das contas concluí que a pessoa não me fez nada, apenas agiu como sempre age. A decepção correu por minha conta, quando eu esperei que agisse de forma diferente e não agiu. Mas quem sou eu para exigir que os outros ajam de acordo com meus desejos ou minhas expectativas? Por mais certo que eu esteja ninguém tem obrigação de agir como eu quero.

A decepção ocorreu (e sempre ocorre) porque esperamos que alguém se comporte da maneira que consideramos ser a melhor (para nós), mas raramente pensamos na própria pessoa.

No meu caso específico (e sob a minha ótica) a pessoa errou, mas quem sou eu para exigir que os outros acertem? Não é muita incoerência de minha parte? O único acerto que eu tenho obrigação de exigir é o meu mesmo, o dos outros não!

Então a decepção é ônus do decepcionado e não de quem “causa” a decepção. Eu senti decepção, foi um sentimento criado dentro de mim e com a minha permissão. Logo, eu sou o responsável por ele.

O outro errou? Deixa a vida cobrar-lhe pelo erro cometido (se é que realmente houve erro) e não alimente a decepção porque isto nos afasta das pessoas (inclusive daquelas que podem realmente nos ajudar).

O Mundo Gira

maio 10th, 2012

 

Por onde o seu mundo gira? Com o que tem se preocupado ultimamente? Onde estão suas atenções?

Muita gente tenta escapar desta pergunta dizendo que depende do que estão fazendo. Até justificam dizendo que são sempre focados em tudo que pegam pra fazer e que quando estão no trabalho o mundo externo deixa de existir e o mesmo acontece em todos os locais. Só tenho uma palavra para isto: ERRADO! rsrs (acho que nunca falei algo com tanta convicção).

Uma pessoa focada desvia a maior parte de sua atenção para o que está fazendo, mas nunca se desliga de tudo. Quem desliga de tudo e fica apenas no que estão fazendo são os portadores de alzeimer. Estes sim podem dizer (e eu vou acreditar) que conseguem desligar de tudo para focar apenas numa única coisa. De resto ninguém é assim.

Detalhe: Estou me referindo aqui a pessoas adultas, ok? Criança a história é outra bem diferente.

Minha vida é composta de várias facetas e todas interligadas. Não sou anormal (pelo menos acho que não) e acho que todo mundo é assim. Procuro não deixar que uma de minhas facetas interfira na outra, quando isto acontece vence aquela com maior prioridade no momento.

Querem exemplos? Seu chefe chega e diz:
– Hoje terá de ficar até mais tarde. Vai ter de trabalhar até as 23 horas.

Se você é focado no trabalho e o mundo externo não existe você dirá:
– Ok. Eu fico.

Mas normalmente antes de responder a isto pensamos em casa, nos compromissos sociais, no que iríamos fazer depois de sair do trabalho (no horário normal), em como iremos para casa, qual o caminho que iremos fazer num horário destes. Etc. Pronto. Estou ligado a tudo, não me desliguei de nada.

Outro exemplo: Estamos trabalhando e ao checar os e-mails deparamos com um spam mas de um produto que nos chama atenção. Pronto. Desligamos do trabalho e começamos a imaginar este produto na nossa sala de estar, ou cozinha, ou seja lá onde for.

Mesmo que este desligamento seja super rápido, mas ele acontece muitas e muitas vezes por dia. As vezes é tão automático que nem percebemos. Aí dizemos que não desligamos em momento algum.

Ok. Mas meu objetivo aqui não é provar isto pra ninguém (até pareceu isto, né? rsrs).

Eu considero uma qualidade manter-se focado naquilo que está sendo feito. As chances de sair bem feito (seja lá o que for) é muito maior. Ao passo que desligar-se de outras situações também significa cortar contatos, deixar no ar muita coisa.

Tive um grande exemplo na semana passada. Passei a admirar uma pessoa de onde estou prestando serviço justamente por isto. Nada fica parado na mão desta pessoa. Mandou um e-mail, ela responde na hora. Pediu alguma coisa que só depende dela (e é rápido para resolver), resolve na hora.

Por algumas vezes eu cheguei na mesa dela solicitando alguma coisa. Uma pessoa qualquer (eu, por exemplo) diria: Vou resolver e te retorno assim que possível. Mas ela não. Parou, com duas ligações resolveu tudo. Não gastou mais do que cinco minutos.

Está focada no seu trabalho, mas jamais deixa de estar atenta no mundo externo. Jamais se deixa levar pelo que está fazendo no momento, apenas não deixa as coisas pararem por sua causa.

Quem nunca deixou de receber uma resposta porque a outra pessoa estava “ocupada” demais para responder? Ou quem nunca deixou de responder algo simples porque estávamos “ocupados” demais para responder? Pois é… Isto é errado!

Eu, particularmente, considero a desatenção aos outros uma falha grave. É claro que outras pessoas não pensam assim (cada um com sua opinião). As vezes um simples “oi” esconde um problema que alguém está passando e que temos condições de ajudar. Mas não podemos responder, pois estamos ocupados demais… (e muitas veze nem tão ocupados estamos assim, é preguiça mesmo e jamais iremos admitir isto).

O meu mundo está, impreterivelmente, ligado ao mundo dos outros e se eu tenho o hábito de desconsiderar isto pode ser que amanhã o cenário seja diferente, e aí ficaremos sem apoio em momentos cruciais de nossa vida. Podemos facilmente confessar que em determinados momentos nos sentimos até sem merecimento pela ajuda que recebemos porque não fizemos quase nada. Mas acreditem, a contabilidade da vida não falha… Saldos devedores significam sofrimento.

O fato é que o nosso relacionamento interpessoal é o mais importante que temos aqui. Se não dermos a devida atenção fatalmente iremos nos reconhecer sozinhos cedo ou tarde.

Eu descobri que deixar os olhos abertos para os outros mundos não me custa nada e ainda por cima me faz ser uma pessoa mais feliz e mais querida por todos com quem tenho contato. Experimente pra ver! Satisfação garantida ou… ou… sei lá!!! rsrs

Viva em seu mundo, mas não despreze o mundo dos outros. Dê atenção. Sorria. Cultive o que há de melhor entre estes mundos (a amizade).

Círculo Vicioso

maio 3rd, 2012

 

Uma vez conversava com um amigo tentando convencê-lo da necessidade de procurar um psicólogo. O argumento dele era: “Sou capaz de resolver meus problemas sem a necessidade de ajuda”.

Isto é o que todo mundo diz.

O meu contra-argumento foi:
“Sim, tenho certeza disto. Só resta saber se vai conseguir resolver tudo antes que a sua vida vire um caos.”

Resultado: Ele procurou um psicólogo.

Juro que falei isto sem pensar. Saiu no “susto”. Depois eu fiquei pensando sobre o assunto, pois se serviu pra ele serve pra mim também.

Eu acredito na capacidade humana. Somos capazes de contornar qualquer problema. Somos capazes de dar a volta por cima em qualquer situação. Disto eu realmente tenho certeza.

O problema é que não sabemos o caminho certo e para descobri-lo teremos de tentar. Faremos isto tantas vezes quantas forem necessárias até acharmos o certo. Procurar ajuda pode fazer a diferença entre quantos caminhos iremos tentar até achar o certo. Com ajuda podemos descartar muitos caminhos e deixar para tentar apenas aqueles que tem alguma chance de dar certo.

Não estou dizendo isto apenas para enaltecer o trabalho da psicologia (que é uma área que eu admiro muito). Inclusive agora vou “sair pela tangente” focando o objetivo de escrever tudo isto.

A pergunta que eu faço (e que serve de reflexão) é:
O que precisa de acontecer para que nos convençamos do que realmente temos de fazer?

Mudei o foco, eu sei.

Estamos vivendo de uma forma que muita coisa acontece conspirando para que façamos alguma coisa e aí nos munimos da liberdade que temos para agir diferente. Aí a vida se encarrega de criar situações para nos encurralar novamente. Optamos por outra coisa (numa fuga contumaz). Mais uma vez a vida tece novos caminhos e vamos chegar fatalmente na mesma situação. E poderemos fugir quantas vezes quisermos.

Isto acontecerá enquanto assim quisermos. Mas… Perceberam que a nossa vida parou? Quando agimos assim estamos andando em círculos com paisagens diferentes. Aí nos deparamos com outros personagens, com outros quadros e com as mesmas decisões. Fugir ou encarar? Fugir significa continuar no círculo vicioso, encarar significa sair dele e viver novas emoções.

A pergunta que fiz é bem precisa: O que é necessário acontecer para sairmos deste círculo vicioso?

Sempre que é necessário acontecer algo drástico em nossa vida para mudarmos de atitude é sinal que estamos esperando a nossa vida virar um caos para mudarmos. Não procuramos ajuda (e as vezes nem permitimos sermos ajudados) e tentamos resolver tudo do nosso jeito, numa repetição frenética de mesmas atitudes anteriores.

Acredito que se seguirmos a mesma receita o resultado será sempre o mesmo, portanto, é preciso mudar alguma coisa em nosso “modus operandi”. Mas aí vale o que eu disse no início: Procure ajuda para mudar algo que realmente seja significativo.

A cada tentativa feita, situações, pessoas e oportunidades (responsáveis por esta mudança) se vão e não voltam mais. Aparecerão outras situações, outras pessoas e outras oportunidades. E estas também irão embora (para nunca mais voltar) caso resolvamos fazer outra tentativa em permanecer do mesmo jeito.

É preciso sofrer? Não acredito nisto. Não precisamos sofrer para aprender, mas o sofrimento irá fatalmente aparecer como consequência de nossas tentativas mal sucedidas.

E sabem o que é curioso? Muitas das mudanças que fazemos em prol de nosso bem sabemos que não é suficiente (quando não sabemos também que não vai dar em naquilo que pretendemos).

Que tal sairmos deste círculo vicioso agora? Sim, agora! Avalie se é capaz de produzir uma mudança significativa na sua vida (e diferente de tudo o que vem tentando). Avalie isto com frieza mesmo. Se ver que não é capaz, procure ajuda. Eu já fiz seis meses de terapia com um psicólogo e achei a melhor coisa do mundo. Procurar ajuda não é sinal de fracasso, muito pelo contrário, é sinal de força de vontade na própria melhoria.