Confiança

maio 2nd, 2012

 

 

Conversando com uma pessoa amiga um bom tempo atrás, me disse: Confiança é uma coisa bem delicada.

Achei, de início, a frase muito simples. Mas ela nunca me saiu da cabeça. Se sempre ficou na minha mente é porque tem uma importância maior do que a que estou dando. Nada melhor do que pensar a respeito.

Tenho exemplos clássicos de confiança (e de sua falta) que corroboram com a frase. O mais clássico é dizer que confiança é como um jarro de porcelana. Uma vez quebrado podemos colar tudo com uma boa cola, mas iremos sempre ver as marcas de onde foi colado. Resumindo: Nada será como antes.

Isto é o mais perfeito que eu pude chegar. Dá pra falar mais (é claro), mas o foco que eu quero é outro. Não quero dizer aqui as consequências da perda de confiança (acho que todo mundo tem noção disto). Quero abordar alguns pontos que acarretam na sua perda. Acredito que isto é mais útil pois podemos nos cuidar para que isto não aconteça.

Primeiro o fato: Só é perdido aquilo que se tem. Então para perder a confiança é necessário, antes, tê-la tido em grau acentuado.

Considero três grandes pontos que ocasionam a perda de confiança:

1. Desconfiança. Parece contraditório, mas não é. Confiança exige reciprocidade. Se a pessoa em quem confiamos não confia também, automaticamente há a quebra desta confiança que temos.

2. Indisponibilidade. Confiança presume presença. É aquela coisa de fechar os olhos e se soltar no vazio na certeza que seremos amparados. Quando fazemos isto e somos amparados pelo chão não há confiança que resista.

3. Mentira. Propositadamente deixada por último, é o componente venenoso de qualquer grau de confiança. Não há confiança que resista a uma mentira. Diga a verdade ou não diga nada, mas não minta. Dizer que não pode (ou não quer) revelar nada no momento é melhor do que dizer uma mentira para abafar. “Mentira tem perna curta”, já dizia minha avó e com toda razão. Cedo ou tarde a verdade aparece e quando aparecer fica a decepção. Jamais entre pelo caminho de que “os fins justificam os meios” pois isto não muda o fato.

Qualquer relação de confiança que sofrer um (ou mais) destes três pontos citados acima jamais será a mesma. Pode até perdurar a amizade, o respeito, etc (lembrando que existem casos que nem isto fica), mas a confiança nunca mais será a mesma.

Num outro texto eu falei sobre escolhas. Podemos escolher cuidar deste bem precioso que temos ou jogá-lo no lixo.

Não estou dizendo aqui para sermos perfeitos (ninguém é). Iremos errar sim. Se errarmos (e saberemos quando isto acontecer) nada melhor do que a honestidade de assumir o erro cometido antes que ele seja descoberto por conta própria. Fica até mais bonito alguém confessar um erro cometido para alguém que lhe é caro do que ter de se explicar depois que o mesmo foi descoberto. Isto é parte do que eu chamo de “consideração”.

É tão difícil confiar em alguém hoje em dia, então, se confia em alguém cuide para não trair esta confiança. Cuide, cultive e sempre estimule esta confiança recíproca.

Escolhas

abril 24th, 2012

 

O que você escolheu para hoje?

Eu escolhi não destruir meus alicerces. Sim, exatamente. Escolhi não retirar aquilo que me sustenta porque se eu assim fizer vou cair. Escolhi preservar a todo custo algo que me é muito caro (na verdade não tem preço que pague): A minha paz. Decidi acreditar que eu não tenho problemas (na verdadeira acepção da palavra, pois sei que tudo tem solução), mas que as pessoas que me cercam estão cheios deles e que eu posso ajudar (se eu quiser).

Decidi que nada e nem ninguém vai conseguir interferir no meu caminho rumo a felicidade plena. Ah sim, está muito longe de conseguir, mas se eu pensar assim desisto de lutar. Então escolhi acreditar que esta felicidade plena está ao meu alcance (HOJE!). Isto me faz forte o suficiente para ao menos tentar. No fim do dia eu escolho acreditar que se hoje não alcancei esta tão almejada felicidade é porque eu tenho de lutar mais um pouquinho. Então amanhã será um novo dia com novas oportunidades para isto.

Escolhi amparar as pessoas que não acreditam em nada disto. Isto não me torna uma pessoa melhor, mas com certeza eu consigo amenizar o sofrimento de alguém.

Minhas escolhas hoje estão baseadas no meu objetivo final, que é ser feliz. Mas se eu escolher o caminho que torna as outras pessoas infelizes a minha felicidade será temporária. Então eu não quero isto.

Dedici acreditar que as pessoas não possuem obrigações comigo, que todos são livres para ir e vir. E aí eu escolhi aceitar que estas pessoas se vão e aceitá-las de volta quando decidirem voltar. Elas não me devem lealdade assim como eu não devo a elas.

Comecei enxergar que as pessoas são falíveis e que sempre irão trair a minha confiança, mas após enxergar isto percebi que elas possuem este direito. O que não quer dizer que continuarão serem merecedoras de minha confiança, mas não se tornam merecedoras de minha inimizade. Simplesmente são pessoas como qualquer outra, todas preocupadas apenas consigo mesmas.

Decidi não me defender de nada. Aliás, qual é a utilidade de se defender? Nunca iremos conseguir fazer isto sem nos prejudicar. As vezes o mal que queremos defender acontece justamente porque nos defendemos. Então escolhi viver a vida de forma despreocupada.

Escolhi acreditar nas pessoas e se elas não forem dignas não foi exatamente eu quem saiu perdendo. Na verdade quem faz algo de errado é que sempre serão considerados derrotados.

Escolhi acreditar também que a verdadeira força não está exatamente em deitar o oponente, mas em evitar o confronto. Me chamam de covarde ou de qualquer nome que o valha? Fiquem a vontade, escolho não dar atenção a isto porque eu sei a verdade sobre mim e não existe ninguém capaz de me fazer acreditar no contrário.

Vamos! Junte-se a mim… Escolha ser feliz! Problemas? Ah, até que existem, mas eu finjo que eles não estão aí e procuro fazer o certo… Assim eles são resolvidos sem que eu gaste a minha preciosa paz.

Spam

março 27th, 2012

Isto é um assunto chato. Mas é interessante falar sobre.

Vamos conceituar primeiro: Spam é todo e qualquer e-mail visando divulgação de qualquer coisa que não foi previamente solicitado ou autorizado.

Isto polui nossa caixa de entrada de nossos e-mails.

Eu recebo spam de todo tipo. Alguns são até engraçados e enviados (me perdoe quem enviou) por pessoas completamente idiotas. Por exemplo:
– Oferta de um serviço de limpeza de condomínios. Normal se a empresa não fosse sediada em São Paulo. Será que eles viriam a Belo Horizonte apenas para limpar meu prédio? rsrsrs
– Receita infalível para ficar rico. Convenhamos, se eu tiver uma receita destas, duas coisas acontecem: 1. Não divulgo pra ninguém e 2. Não preciso enviar spam oferencendo esta dica milagrosa a um preço módico.
– Receita infalível para emagrecer rapidamente. Nem preciso comentar, não é? rsrsrs

Pensando nisto resolvi produzir uma lista de endereços de spam. Semanalmente vou produzir alterações nesta lista e disponibilizar para download. Sempre serão dois arquivos. Um com a lista completa e o outro apenas com as alterações da última semana.

Em breve deixarei disponível um programa (ainda espero ter tempo para fazê-lo) que utilizará esta lista e fará uma varredura nos e-mails excluindo os e-mails que estiverem presentes na lista.

Ainda hoje colocarei uma página contendo a lista negra de servidores e e-mails que enviam spams e instruções de como interpretá-la.

Sei que não vou resolver o problema, mas é a minha (talvez pálida) contribuição na solução do mesmo.

Receita Para Felicidade

março 26th, 2012

 

A primeira coisa que a maioria das pessoas diriam ao ver um texto com este título é: Não existe receita para ser feliz! Mas eu estou propondo justamente o contrário. Existe sim e não é tão difícil quanto parece.

Entendo perfeitamente que nós, seres humanos, não temos consciência do que realmente é felicidade. Então me proporei a abordar as formas de ser feliz mediante os recursos de que dispomos em nosso humilde planeta.

 

Dinheiro

Concordo que o dinheiro não traz felicidade, mas traz parte dela. Concordo também que traz muitos problemas, mas compra as devidas soluções. Então só o fato de não nos preocuparmos se vai ter algum dinheiro para suprir nossas necessidades é algo muito bom. Ter dinheiro e trabalhar para que o mesmo renda e multiplique é algo agradável.

 

Pessoa Amada

Ter ao nosso lado a pessoa amada. Isto é fundamental. Nada como aquele calorzinho da pessoa a quem devotamos tanto amor ao nosso lado. O amor que devotamos a alguém denota confiança. Então, ao lado desta pessoa, largaremos nossas máscaras e seremos sempre nós mesmos sem o menor receio de críticas e julgamentos.

 

Estudo

Temos de cuidar de nosso lado intelectual. Com isto ter instrução adequada é fundamental para sermos felizes. O mínimo é concluir algum curso superior, mas já que temos dinheiro podemos ir além. Nossas conversas serão as melhores possíveis e com um padrão elevado de cultura e conhecimento.

 

Poder

Com dinheiro e instrução podemos, com toda certeza, termos algum poder. Poder para comandar massas, para direcionar trabalhos, conduzir projetos mirabolantes. Poder para decidir o que fazer, quando fazer, como fazer e quem vai fazer.

 

Popularidade

Além de tudo isto é muito interessante que sejamos pessoas populares. Requisitados em todas as reuniões. Nunca ficamos sozinhos em festas e recepções, pois sempre tem gente só esperando uma oportunidade para conversar ou mesmo ficar ao nosso lado.

 

Corpo Belo e Saudável

Aliar tudo isto a um belo e saudável corpo. É bom saber que a nossa aparência agrada a todos. Nas fotos em grupo fazem questão que fiquemos na frente pois isto faz da foto um poster para ser colocado na sala de espera de qualquer lugar. Com uma saúde impecável de forma que nunca ninguém nos viu com um simples resfriado. Estar sempre bem disposto todos os dias é indispensável para sermos felizes.

 

Ter Filhos

Ah sim, claro. Termos quem herde todas as nossas conquistas e ainda nos dê alegrias. A paternidade é uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceu e isto me tornou muito feliz (já sei, vão falar que a maternidade também, mas como sou homem não sinto a maternidade, simples assim).

 

Ter um Bom Emprego

Fundamental! Não somos um simples operário, mas algo que nos destaque perante a multidão. Com isto nos sentimos mais poderosos, mais importantes, mais felizes.

A reunião de todos estes pontos acima nos torna pessas felizes. Aí está a receita da felicidade…

 

Se você chegou até aqui, parabéns. Eu, em outros tempos, lendo este texto, não chegaria. Mas convenhamos, reunir todos os pontos acima não é tarefa simples. Desconheço alguém que conseguiu.

No entanto, para sermos felizes:
– Não precisamos de dinheiro, afinal de contas as coisas mais gostosas da vida são oferecidas gratuitamente (e infelizmente são desprezadas pela maioria das pessoas). Ah você quer saber quais coisas? Exerça a sua imaginação! Tenho certeza que consegue descobrir não apenas uma, mas várias coisas.
– Ter a pessoa amada ao nosso lado é importante sim, mas desde que ela nos ame também. Caso contrário o que para um é paraíso, para o outro é suplício.
– Ter estudo é sim importante, mas o principal é sermos sábios o suficiente para colocar em prática o pouco que sabemos.
– O poder só é importante quando o resultado dele nos faz pessoas melhores, mais virtuosas.
– A popularidade que é necessário termos é aquela que faz com que as pessoas sintam nossa falta quando não estamos presentes.
– Não necessariamente o corpo precisa de ser belo e saudável, mas temos de ter a mente sã o suficiente para não nos comprometermos mais ainda.
– Filhos são motivos de alegria sim, não tem como negar isto. Mas toda produção positiva podemos considerar como parte de nós. E isto também é motivo de alegria.
– O emprego é importante para nos sentirmos úteis, não importa qual seja. A nossa autoestima é alimentada por pequenas coisas.

 

Então, para resumir tudo: Não é que precisamos de dinheiro, mas o dinheiro na vida de uma pessoa feliz é consequência e não causa. Não é que precisamos da pessoas a quem amamos ao nosso lado (mesmo que saibamos, seja lá por quais meios sejam, que nunca iremos ter esta pessoa), mas precisamos amar, precisamos nos dedicar aos outros. Não é que precisamos estudar, mas temos de observar o que estamos fazendo de bom com aquilo que já sabemos. O poder que temos obrigação de ter é aquele capaz de nos dominar em todos os momentos (principalmente durante os nossos descontroles emocionais). Não é que precisamos ser populares, mas precisamos conquistar as pessoas pelo nosso caráter. Não é que precisamos ser belos e saudáveis, mas precisamos ser belos e saudáveis de alma a ponto de fazer de tudo para não ferir ninguém. Não é que precisamos de filhos, mas precisamos criar ou estimular o instinto criativo das pessoas a ponto de conseguirmos solucionar problemas. E não é que precisamos de um bom emprego, mas precisamos sermos dignos daquilo que de bom recebemos.

Ah, não é tão difícil assim. Está ao nosso alcance. Ao alcance de nossa vontade e de nosso esforço!

 

Marcelo Torres – 26/03/2012

De Cara Nova

março 22nd, 2012

 

Bem, demorei mas cá estou de cara nova. Ainda tem um monte de coisas pra ajustar mas o importante é dar o primeiro passo.

Para os que entendem melhor: Deixei de usar o Joomla e passei a usar WordPress. Por que? Nossa… Muitos motivos, mas entre eles destaco a facilidade de atualização e a facilidade de procura e instalação de temas.

O fato é que iniciei e de agora em diante estou de volta às atividades.

 

Um grande abraço!
Marcelo

 

Chapeuzinho Vermelho

janeiro 19th, 2012
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Esta é mais uma das estórias que eu ouvia quando pequeno. Acho que ela também merece uma boa análise.

Para quem não se lembra: Havia uma menina que tinha o apelido de Chapeuzinho Vermelho, porque vivia com chapéus e capas vermelhas (eu nunca soube o nome desta garota, não fazia parte da história pois nem a mãe e nem a sua avó sabiam seu nome).

Um dia sua mãe pede a ela que leve uma cesta de comida (na estória falava de guloseimas, mas…) para a sua avó que morava no meio do mato e estava doente. Nunca me explicaram porque uma velha doente morava isolada do mundo. Vai ver ela tinha uma doença contagiosa e foi isolada do convívio dos demais… Voltando para a estória, a mãe recomenda para que a menina pegue o caminho do rio (que é mais longo) pois pelo atalho da floresta havia um lobo mau que devorava as pessoas. No meu entendimento eu JAMAIS mandaria um filho meu correr um risco destes, que mãe mais desnaturada…

A menina distraiu-se e acabou passando pelo caminho da floresta. Ela não conhecia o que era lobo, nem sabia do que se tratava. Então quando o lobo lhe apareceu ela não o reconheceu. Ele disse ser um anjo da floresta (o safado mentiu) e perguntou para onde ela estava indo. Ela mais que depressa disse que estava indo levar a cesta de comida para sua avó. Então o lobo disse que ia na frente afastando os perigos para que ela não tivesse nenhum problema. Ele chega na casa da avó primeiro que ela e a devora. Veste suas roupas e deita na cama.

Quando a menina chega, bate na porta o lobo responde (tentando disfarçar a voz) dizendo que pudesse entrar. Ela entra e aí acha estranho aquela avó daquele jeito e começa aquele diálogo que já sabemos de cor sobre as mãos, os olhos, o nariz e, principalmente, a boca da suposta avó. O lobo se revela tirando as roupas e sai atrás dela correndo.

Sorte da menina que havia alguns caçadores perto que ouviram os gritos e mataram o lobo com um tiro certeiro antes que fizesse algum mal a ela.

Ela fica lamentando pois ele havia devorado a avó. Mas os caçadores disseram que aquele tipo de lobo costumava apenas engolir suas presas sem mastigar, sendo assim, a avó ainda estava viva. Vendo que a barriga do lobo se mexia eles a abriram e retiraram a avó sã e salva.

A partir deste dia houve tranquilidade na floresta por causa do lobo mau que havia morrido.

Como podem ver eu não aguentei nem contar a estória toda sem tecer alguns comentários. Mas consegui me segurar. Vamos a algumas incoerências.

Convenhamos, ô lobo burro, heim? A menina chega pra ele e diz que vai para a casa da avó que fica na floresta. Ele vai na frente e devora a avó. Então ele sabia onde ficava a casa. Por que diabos ele não devorou a menina de uma vez e foi para a casa da avó para a sobremesa? Ou então melhor ainda: Devorava a menina, comia o lanche como sobremesa e no dia seguinte comia a avó. Ou melhor dizendo: Por que aquela velha ainda estava viva se ele sabia onde ela morava? Mas não… Ele preferiu ir na frente correndo e comer a avó primeiro. Tem gosto pra tudo, né?

A menina distraiu e acabou indo pelo caminho da floresta. Bem, haviam dois caminhos, um era pelo rio outro pela floresta… Simplesmente não tem como errar. Num tem água corrente e noutro tem árvores. Como errar??? Se ela errou de verdade, sinto muito, mas esta menina é muito lerda!

Ok. Ela errou o caminho, vamos admitir isto pra não complicar muito. Mas não saber o que é um lobo? Vamos voltar um pouquinho. A mãe disse a ela para não ir pelo caminho da floresta porque lá HAVIA UM LOBO MAU (nem vou comentar sobre a maldade de um animal silvestre que procura satisfazer sua fome). Se ela não sabia o que (ou como) é um lobo não era a hora de fazer uma perguntinha simples? Qualquer criança, por mais inocente (ou lerda) que seja perguntaria: O que é um lobo? Realmente esta foi uma coisa super incoerente.

Aí ela viu um animal na floresta que se apresentou como “Anjo da Floresta”. Nossa, que lindo! Este anjo foi na frente para protegê-la. Que anjo bom! Chegando na casa da avó, quando ela descobre a farsa toda, reconhece o lobo (???). Mas ela não sabia o que era lobo, como assim ela reconheceu o lobo??? Aquele era, afinal de contas, o Anjo da Floresta (e um anjo bom, diga-se de passagem).

Agora vamos para a primeira das grandes incoerências desta estória. Os dois únicos animais que eu sei que são capazes de engoliar uma pessoa e ela continuar viva são: A cobra do filme Anaconda e a baleia Mobi Dick do desenho do Pica-Pau. O resto tem de, no mínimo, partir o alimento para engolir. Se este lobo tivesse uns 20 ou 30 metros de altura eu até poderia acreditar que uma pessoa coubesse no seu estômago intacta. Mas um lobo deste que está na estória? Não! Definitivamente não! E o pior é que ele engoliu a velha e ainda ficou com fome, ou seja, tinha um lugarzinho lá dentro para a menina!!! Só se o corpo dele não tivesse nenhum órgão e fosse constituído apenas de estômago… Mesmo assim depois de comer a velha inteira duvido que ia sobrar espaço para uma garotinha.

A outra grande incoerência é a velha sair lá de dentro intacta. Aplausos para o caçador que deu um tiro na cabeça do lobo, porque se ele atira no peito matava a velha também.

Uma coisa que me chama muito a atenção é que depois que o lobo foi morto, houve paz na floresta. Que bom que lá não havia onças e outros animais que possam causar problemas. E que bom que este lobo era o ÚNICO lobo na floresta.

Esta era uma das minhas estórias favoritas. Ainda bem que cresci!

 

 

 

Marcelo Torres – 18/01/2012

Cinderela

janeiro 18th, 2012
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Vamos a mais um conto de fadas analisado sob a ótica adulta e racional.
 
Confesso que demorei para lembrar da Cinderela, tive de recorrer aos livros infantis para recordar. A estória é assim:
Um homem tinha uma filha e sua esposa havia morrido. Ele resolve casar novamente. A nova mulher era muito arrogante e tinha duas filhas que eram iguais a ela em tudo. Eu realmente não entendo como um cara pode escolher uma mulher assim pra casar. O que houve com o namoro e noivado? Servem justamente para que se conheça a pessoa com quem vai viver… Mas tudo bem… Continuemos… A filha do primeiro casamento era muito meiga e bondosa. Era colocada para fazer todos os serviços da casa enquanto as outras viviam na vida boa. Enquanto a filha que trabalhava dormia no sótão da casa, as outras dormiam nos quartos.
 
Num belo dia o rei do lugar fez um convite para uma festa onde seu filho (o príncipe) iria escolher uma jovem para se casar com ela. Foi um corre-corre da mulherada na cidade. Afinal de contas um partidão destes não podia passar batido.
 
No dia do baile a Cinderela não foi, pois a madrasta não a levou. Então ela ficou triste, chorou, lamentou, etc. Aparece para ela uma fada. Esta fada pegou uma abóbora e transformou em carruagem. Transformou seis camundongos em cavalos para puxar a carruagem. Pegou um rato e transformou em cocheiro. Transformou seis lagardos em ajudantes. Em seguida transformou os trapos que ela vestia num vestido de dar inveja a qualquer mulher. E fez aparecer um par de sapatos de cristal.
 
Avisou a Cinderela que o encanto todo acabaria após o último toque da meia-noite.
 
Quando chegou na festa os olhos do príncipe (e provavelmente das outras mulheres) foram para ela. A partir de sua chegada o príncipe só ficou com ela. Adeus às outras.
 
Quando o relógio começou a bater indicando ser meia-noite, a menina teve um surto. Saiu correndo em disparada. Já imaginaram alguém de sapato de cristal correndo? Pois é… Ela estava correndo. Um dos sapatos se soltou nesta correria toda. Se correr com dois sapatos de cristal já é complicado, com um só deve ser pior ainda. Mas ela continuou correndo, entrou na carruagem que saiu em disparada, para, daí alguns segundos transformar-se em abóbora, os cavalos e o cocheiro em ratos, os escravos em lagartos e o seu vestido em trapos novamente. Ela voltou correndo pra casa para chegar antes das irmãs e da madrasta.
 
O príncipe pegou o sapato de cristal que ficou e no dia seguinte o rei declarou que a mulher em quem o sapato de cristal servisse casaria com o seu filho.
 
Então saiu um mensageiro do rei com o sapato em todas as casas para que todas as mulheres experimentassem. Não servia em ninguém. Chegou na casa de Cinderela e as irmãs experimentaram sem sucesso. Cinderela pediu para experimentar e, para a surpresa de todos, serviu perfeitamente. Então o mensageiro a levou para a presença do príncipe. Dias depois se casaram e foram felizes para sempre.
 
Bem, vamos a algumas (ou várias) coisas interessantes nesta estória.
 
Uma coisa que me intriga em todas estas estórias infantis envolvendo madrastas é o pai. Cadê o pai desta menina? Aparece só no início do conto apenas para constar que ela não foi filha de chocadeira e pronto. Eu imagino (tenho quase certeza) de que ele não morava na mesma casa porque não dá pra conceber a idéia de um homem ver sua filha andando aos trapos, dormindo no sótão de sua própria casa (porque pelo que me consta ele levou a mulher com duas filhas para dentro da sua casa) enquanto o resto dorme nos quartos. Eu até gostaria de imaginar como é isso… A Cinderela tinha o seu quarto, todo arrumado e etc. Chega a madrasta com duas filhas e coloca ela pra fora do quarto. Como foi esta transição? Ela não reclamou? E o pai? Ficou calado e colocou a própria filha no sótão? Aí está uma bela intriga que jamais será explicada.
 
A outra coisa que me deixa pensando é a festa que rei promoveu. Anunciar que o filho está a procura de uma esposa é o tipo de coisa que vai dar merda. O príncipe queria casar com alguém que goste ou qualquer uma? Pelo visto, qualquer uma servia. Não seria mais interessante proporcionar festas casuais e ele ficar observando se alguma mulher lhe interessa e, a partir disso, construir um relacionamento? Mas não. O rei preferiu partir para algo mais prático. Acho que fez isto porque não era com ele. Mas tudo bem, estas indagações não interferem no curso da estória.
 
A madrasta e as irmãs foram para a festa e não levaram Cinderela. Era de se esperar, obviamente. Eis que aí aparece uma fada. Proporciona tudo o que ela precisava para ir para a festa (carruagens, equipe de apoio, vestido e sapatos). Tudo feito com o encanto da fada. A única restrição: Meia-noite volta tudo ao normal. Mas que fada de araque é esta? Meia-noite é hora que a coisa começa a esquentar. Por que tem de acabar meia-noite? Não podia ser pelo menos as duas da manhã?
 
Ok. Meia-noite. Como era de se esperar, ela tem de sair correndo porque a coisa estava pra acabar. Dá tempo só de sair das vistas do povo todo. Na correria o maldito sapato de cristal fica pra trás. Fazer o que? Não tinha tempo de parar e pegar ele de volta. Daí a pouco tudo volta ao normal. Correção: QUASE TUDO volta ao normal. Esta é uma das grandes incoerências desta estória. Se o sapato de cristal era parte do encanto porque ele não desapareceu? Desapareceu a carruagem, a equipe e o vestido. Por que o sapato também não desapareceu???
 
O príncipe ficou encantado com ela. Então um mensageiro do rei saiu com o sapato de cristal experimentando em todas as mulheres. Aquela em que o sapato de cristal servisse casaria com o príncipe. Eu acho intrigante é o fato de que ninguém na cidade calça o mesmo número de sapato que Cinderela. Como assim? Ninguém? Só ela calça aquele número? E que meio mais ridículo de achar uma esposa. Se for assim ficaria fácil. Compro um sapato número 35 e digo que quem conseguir calçar este sapato eu caso. Obviamente não sou nenhum idiota pra fazer isto… Mas o príncipe é!
 
Óbvio que achou a casa onde Cinderela mora. O sapato serviu em Cinderela. Então ela foi levada ao príncipe que (após alguns dias) casaram e viveram felizes para sempre… É mais um casamento que eu acho que não dura três meses… O príncipe é um moleque mimado que anda na sombra do pai. Então tudo o que o pai quiser ele vai fazer sem hesitar. Que mulher aguenta isso por muito tempo? Outra coisa: Cinderela só casou com ele pra sair de casa. Amor??? Que amor que nada. Ela precisava de um apoio financeiro e conseguiu isto com o príncipe idiota. No fim das contas ela será rainha (o rei morre e é o príncipe que assume). Aí no decorrer do tempo ela vai se apaixonar por outra pessoa e colocar um belo par de chifres na cabeça do príncipe. Na minha opinião ele merece os chifres.
 
É curioso como as estórias terminam com um casamento. Casamento nunca foi sinônimo de felicidade. Tem de ter sentimento, dedicação, renúncia e muita paciência.
 

Votos de Natal e Ano Novo

dezembro 23rd, 2011
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Pensei em colocar uma mensagem desejando a mesma coisa que sempre desejo a todo mundo, todos os anos. As palavras são sempre as mesmas e isto me cansa um pouco porque soa falsidade.

Então decidi inovar. Não vou desejar o tradicional "Feliz Natal e próspero ano novo" (confesso que demorei para entender estas palavras, saia sempre no automático).

Seria sem nenhum sentido eu dizer que realmente desejo tudo isto a todos (quem me lê aqui sabe que isto é meu desejo sincero), mas ficar dizendo isto sempre sai da boca pra fora e nunca vem de dentro (são raríssimas as vezes que estas palavras são imbuídas de algum sentimento).

Vou (tentar) colocar sentimento nas minhas palavras que representam os meus votos a todos (vou me incluir neste "todos").

Desejo que nunca fiquemos sem motivo para lutar. Eu bem sei o quanto é ruim ficar com a sensação de "vagando no espaço". Que sempre tenhamos motivação e incentivo para continuar lutando. Por qualquer coisa que seja, mas que seja algo que nos fará melhor do antes.

Desejo que nunca desanimemos de esforçar. Acredito que o esforço é a chave de qualquer conquista. Sem ele nada acontece. Queremos vitórias? Então temos de nos esforçar para isto.

Desejo que nunca acreditemos que nos falta recurso para vencer. Sempre iremos conquistar alguma coisa. A vida sempre irá nos munir de armas e defesas necessárias para a nossa sobrevivência e equilíbrio. Não acreditar nisto é entregar-se à derrota.

Desejo que sempre nos vejamos como vencedores. Que sempre possamos ver a vida como aliada e nunca como adversária. A nossa vitória é diária. Que tenhamos olhos para enxergar isto todos os dias.

Desejo, enfim, que possamos unir a luta, o esforço, a fé e a percepção de oportunidades para vencer a nós mesmos todos os dias.

Se observarmos (com olhos de admiração) as nossas conquistas, tenho certeza que nossas derrotas serão apenas experiências vividas que nos ensinam sem nos derrubar. A vida, com toda certeza, será mais fácil.

Tudo isto é o que eu desejo para mim e para todos.

Memória de Triunfos

dezembro 2nd, 2011

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Vou apresentar a você uma ferramenta poderosa no caminho de autoconhecimento e autoliderança, que usamos no processo de Coaching: a Memória de Triunfos.

Primeiramente, responda a essas perguntas:
– Quais são as 8 coisas mais importantes que você realizou em sua vida?
– Quais foram os seus triunfos, em cada fase de vida?

Sim, vá fundo: lembre-se de seus pequenos e grandes triunfos, na infância, na adolescência, na juventude, na vida adulta… Deixe vir, como um filme, cada lembrança boa de sua caminhada. Seus momentos decisivos e o modo como você os tomou nas mãos…

Aprofunde:
– O que e quem te apoiou em cada um dos triunfos?
– Quais fortalezas internas fizeram com que você alcançasse esses resultados?
– Quais fortalezas você acabou desenvolvendo ao longo de sua busca?
– O que você aprendeu com cada uma dessas experiências?

Através dessa viagem positiva no tempo, você está começando a criar um arsenal muito poderoso, está criando a sua Memória de Triunfos. A Memória de Triunfos proporciona a autoconfiança para seguir em frente e obter novos triunfos, ela lhe oferece fórmulas de ação que já deram certo com você e que podem servir de parâmetro para novas ações, ela gera um estado de espírito otimista calcado na realidade.

Antes mesmo de conhecer o Coaching, eu costumava a recomendar aos clientes de psicoterapia que tivessem seu "diário de vitórias". Pedia que nele anotassem todas as suas características positivas e todas as vitórias alcançadas ao longo da vida. Pedia também que permanecessem alimentando-o com as vitórias alcançadas no presente, com as coisas boas que percebessem em seu cotidiano.

Para quê? Isso nos apoia em momentos de desafios e naqueles momentos em que nos esquecemos de nosso potencial, que teimamos em nos esconder na lástima e no medo. Se tenho esse lembrete em mãos, rapidamente me lembro de quem sou e de tudo que posso ser e realizar na vida.

 

Para triunfar, precisamos ouvir a voz vitoriosa que existe dentro de nós.

O que você acha de iniciar, hoje mesmo, um processo de ativar sua Memória de Triunfos?
(Deixe sua voz vitoriosa responder!)

 

 

Por Juliana Garcia
Coach, psicóloga, psicodramatista, escritora, colaboradora da Revista Personare, coordena atividades voltadas para saúde e bem-estar no Espaço Revitalizar em Belo Horizonte-MG.
 

Essência

dezembro 1st, 2011

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Tem uma frase que eu gosto muito e nunca esqueço: O essencial é invisível aos olhos.

Já imaginaram se todos considerassem isto? Seria o fim da vaidade e (quem sabe) até do orgulho.

Mas enquanto não fazemos disto a nossa verdade, tem uma outra coisa que temos de considerar: A nossa essência.

Qual é a sua essência? Já parou para se questionar isto? O que é você na realidade? Dispa-se de tudo o que não é você (roupas, jóias, maquiagens, aparências, acessórios, etc). Acredito que a pergunta correta poderia ser: Alguém que se propusesse a viver com você, quem ele (ou ela) encontraria? Esta pergunta é com duplo sentido. Não quero saber as imperfeições, isto nós já fazemos questão de expor (direta ou indiretamente). Quero que seja dado ênfase às qualidades.

O trabalho não é fácil (se fosse fácil não tinha graça, né?). Estamos acostumados a nos sabotar e aí evitamos mencionar o que temos de bom.

Mas a pergunta é válida e eu quero respostas (não precisa me mandar as respostas, só quero que hajam respostas): Qual é a sua essência? O que você tem de bom? Quais são as suas qualidades?

Só para deixar claro: Qualidade é tudo aquilo que não pode ser tirado de você. A partir do momento que você tem uma qualidade, jamais perde. Ela flui de forma involuntária. Brota em nosso íntimo e, sem pensar, sai em forma de atitudes.

Enumerar as nossas qualidades é um excelente exercício para sermos melhores ainda… Faça você também. Enumere as suas. E não se preocupe com críticas, a lista que você fizer ninguém precisa ver (são suas qualidades).